Fonte : Medical News Today
Por James Kingsland / Revisão Hannah Flynn, MS em 18.11.2020
Tradução especial para Doce Limão: Professional Translations 

Intervenções de atenção plena podem ajudar as pessoas a mudar comportamentos prejudiciais, como fumar, beber e comer demais. No entanto, promover a autocompaixão pode ser crucial para o sucesso das intervenções, de acordo com uma revisão das pesquisas existentes. 

A maioria das pessoas está ciente de que adotar um estilo de vida mais saudável pode trazer enormes benefícios para seu bem-estar físico e mental. No entanto, iniciar e sustentar as mudanças necessárias como parar de fumar, fazer mais exercícios e comer uma dieta mais saudável, pode ser um desafio.

De acordo com um resumo de pesquisas publicadas na Harvard Review of Psychiatry, intervenções baseadas em ATENÇÃO PLENA E FOCADA podem melhorar a capacidade de uma pessoa para mudar seu comportamento, aumentando sua capacidade de atenção focada e a regulação das emoções. 

Em 1977Jon Kabat-Zinn da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts em Worcester começou a criar o primeiro MBI chamado Mindfulness-Based Stress Reduction. Ele definiu a ATENÇÃO PLENA E FOCADA como "consciência que surge através da atenção, proposital no momento presente, sem julgamento". 

Atenção Plena e Focada 

A Meditação Consciente (mindfulness ou ATENÇÃO PLENA E FOCADA) envolve concentrar a atenção exclusivamente na respiração ou outra sensação corporal, e sempre que a mente vagueie, gentilmente devolvê-la à sensação escolhida. 

Além de melhorar as habilidades de atenção, isso pode aumentar a capacidade interoceptiva de uma pessoa (consciência de sinais corporais internos) que os autores acreditam é uma das chaves de regulagem das emoções e comportamentos. 

Os autores da nova revisão exploram evidências de estudos de imagem cerebral que mostram que o treinamento de ATENÇÃO PLENA E FOCADA muda a conectividade em uma região chamada insula, onde sinais interoceptivos de todo o corpo são processados. 

De acordo com uma teoria líder, alguém que tenta parar de fumar aprende através da atenção plena a reconhecer e focar na sensação corporal o anseio pela nicotina. Eles aprendem a experimentar esse desejo sem se "envolverem" nele e responder de forma habitual.

Nos últimos anos, os psiquiatras desenvolveram outros MBIs sob medida para condições específicas. Estes incluem a prevenção de recaídas baseadas em ATENÇÃO PLENA E FOCADA, para ajudar as pessoas a superar vícios em álcool e drogas ilícitas, terapia cognitiva baseada em mindfulness, para prevenir recaídas na depressão. 

Os autores da nova revisão, liderada pelo Dr. Zev Schuman-Olivier da Harvard Medical School em Boston, MA, citam evidências clínicas de que os MBIs podem reduzir uma ampla gama de comportamentos nocivos, como fumar e comer por compulsão. 

Eles também citam pesquisas preliminares, que sugerem que a ATENÇÃO PLENA E FOCADA pode melhorar a capacidade dos pacientes de gerenciar condições crônicas, como hipertensão arterial, doença pulmonar obstrutiva crônica e diabetes. 

Mas os autores destacam uma importante distinção que surgiu nos últimos anos: entre uma abordagem mais tradicional "insensível" para ensinar meditação da ATENÇÃO PLENA E FOCADA, que visa cultivar uma atitude de aceitação perante sensações desagradáveis, e uma abordagem "calorosa", que incorpora explicitamente

A Auto-Compaixão 

Eles escrevem que pessoas que têm problemas profundos que regulam seu estado emocional - por exemplo, como consequência de trauma não resolvido ou status social marginalizado - podem achar a abordagem "insensível" desafiadora. 

Em vez de promover uma sensação de equanimidade, focar em sensações desagradáveis pode provocar resistência ou até mesmo uma reação adversa à meditação. 

Os autores asseveram que, nesses casos, incorporar a autocompaixão no treinamento de atenção plena poderia fornecer uma estratégia mais eficaz para a regulagem das emoções do que apenas a aceitação. 

Eles explicam: 

"A autocompaixão envolve responder com uma orientação calorosa, gentil e compreensiva para si mesmo, como seria feito com um amigo próximo, quando sofremos, falhamos ou nos sentimos inadequados. [...] Intervenções e programas que se concentram explicitamente no cultivo da compaixão interior, que inclui e vai além da auto bondade, podem ajudar a facilitar a mudança de comportamento, particularmente para indivíduos que são propensos a excesso de autocrítica, vergonha ou indignidade."

Perspectivas futuras 

Concluindo sua revisão, os autores observam que permanecem várias limitações na base de evidências para práticas de atenção plena. 

Em particular, eles escrevem que os estudos tendem a super-representar populações bem educadas, ricas e brancas, e sub-representar minorias étnicas, sexuais e de gênero. 

Isso é importante porque esses últimos grupos podem ter uma carga relativamente alta de doenças crônicas, uso de substâncias e comportamentos de alto risco.

Os autores também pedem mais pesquisas de alta qualidade. As melhorias sugeridas incluem medidas objetivas de desenlaces, amostras maiores e estudos com "grupos de controle ativo", comparando com outras intervenções em vez de indivíduos em uma lista de espera. 

Além disso, eles observam que poucos estudos monitoram ou relatam reações adversas aos MBI.


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* Conceição Trucom
 é química, pesquisadora, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida. Possui 10 livros publicados, entre eles O Poder de Cura do Limão (Editora Alaúde), com meio milhão de cópias vendidas, Mente e Cérebro Poderosos (Pensamento-Cultrix) e Alimentação Desintoxicante (Editora Alaúde).

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citadas a autora e a fonte: www.docelimao.com.br