Conceição Trucom e Guilherme Trucco

Chega mais porque todos são mega importantes nesta festa... Precisamos transbordar tanta história, cultura popular e valor à nossa pluralidade de povos, etnias, territórios, biomas e culinária. Abre alas meu povo: precisamos passar e contagiar com farofas e cultura oral falada, recitada, orada, cantada e dançada... Cultura na Veia, da Vida pulsante e Viva...

A simplicidade será sempre o TOM para CONTAR de tristezas e riquezas, de profanos e religiosidades... Eu farofo e o Guilherme conta...

São infinitas as definições do Coco, começando pela origem do nome. Uma teoria aceita, é a de que o Coco de Roda teria surgido nos terreiros onde se utilizava tamancas de madeira para quebrar a casca dos cocos. Para auxiliar no trabalho, cantavam-se versos e cantigas improvisadas, formando uma verdadeira roda, na melhor tradição indígena.

Outra linha teórica (a minha preferida) estaria mais ligada ao coco de embolada, os desafios de repentistas, onde o termo “coco” seria a cabeça, de onde saem as improvisações de versos e rimas feitos para ganhar a plateia e fazer chacota do adversário.

Como bem argumenta Mário de Andrade em seu livro Os Cocos, o coco pode ser muitas coisas... 

“Antes de mais nada convém notar que como todas as nossas formas populares de conjunto das artes do tempo, isto é, cantos orquésticos em que a música, a poesia e a dança vivem intimamente ligadas, o coco anda por aí dando nome para muita coisa distinta.

Pelo emprego popular da palavra é meio difícil sabermos exatamente o que é coco. O mesmo se dá com “moda”, “samba”, “maxixe”, “tango”, “catira” ou “cateretê”, “martelo”, “embolada” e outras.

Coco também é uma palavra vaga, assim e mais ou menos, chega a se confundir com toada e moda, isto é, designa um canto de caráter extra-urbano. Pelo menos me afirmou um dos meus colaboradores: que muita toada é chamada de coco.”

Vamos lá?

Ingredientes Farofa Básica: 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca crua + 1 xícara (chá) de cebolinha picada + 1/2 colher (sopa) de sal integral + 2 colheres (sopa) de azeite de oliva (poderia ser de coco ou dendê) + 1 xícara (chá) de caju bem maduro em cubos + suco fresco de 1 limão médio (raspas da casca é opcional).

Preparo Farofa Básica: coloque na frigideira a cebolinha, o azeite e o sal. Frite rapidamente e adicione a farinha de mandioca crua. Frite até perceber os sabores e aromas exuberantes. Acerte o tom de sal. Desligue o fogo e acrescente os cubos de caju + suco e raspas de limão.

Ingredientes Farofa/Paçoca de 'beterraba de sol': 1 xícara (chá) de gergelim branco (frito até ponto de pipoca) + 1 xícara (chá) de castanha de caju crua (frita até o ponto de torradinha) + 1/2 xícara (chá) de filetes de beterraba marinada e desidratada. 

Ingredientes 'beterraba de sol': 1 xícara (chá) de beterraba ralada em filetes (2 beterrabas médias) + suco fresco de 1 limão médio + 1 colher (sobremesa) de gengibre ralado + 2 colheres (chá) de sal integral (vai ficar salgadinha mesmo para remeter ao tom de sol da carne de sol).

Preparo 'beterraba de sol': rale a beterraba em filetes na lâmina ralador do processador. Rale o gengibre manualmente, esprema o sumo. Passe para um pirex (quadrado ou retangular) todos os ingredientes e misture bem com as mãos ou se preferir com uma colher de pau. Leve para desidratar no sol ou desidratador Meloni a 42-450C. O ponto final é quando os filetes de beterraba ficam crocantes. 

Preparo Farofa 'beterraba de sol': triture na lâmina "S" do processador as 2 pipocas. Acerte o tom de sal. Acrescente a 'beterraba de sol' e ao integrar na farofa vá separando bem os filetes de beterraba para que pareça mesmo uma 'carne de sol' desfiada. Esta farofa poderá virar uma paçoca se tudo voltar ao processador por uns 3 minutos quando as gorduras das pipocas irão exudar e dar uma liga na farofa.


FAROFA 'beterraba de sol' - Se processar mais (tudo junto) vira PAÇOCA

Bem, no vídeo misturei as 2 farofas e virou um farofão, na minha opinião MAIS GOSTOSÃO & MAIS SAUDÁVEL porque mais balanceado, mais LOW CARB.


FAROFÃO 

Agora, vamos aos COCOS?

COMPLEMENTE COM: Farofa Literária - EP01 - Congada

Farofa Literária EP02 - BUMBA MEU BOI

As festas profano-religiosas. EP01: A CONGADA

As festas profano-religiosas. EP02: BUMBA MEU BOI

Guilherme Trucco é escritor paratiano, sua obra é inteiramente dedicada a explorar a cultura popular da brasilidade, e seus desdobramentos profundos, através de uma literatura ficcional voltada para o Realismo de Encantaria, uma mistura à brasileira de realismo mágico, realismo animista e o surrealismo. É autor dos livros de ficção: Saída Bangu, Vocês vão ter que me engolir, e Nó na Garganta, além de ser colunista no portal Ludopédio.
Seu Blog: https://www.guilhermetrucco.com e seu Instagram: @gui_trucco 

Uma referência técnica para quem desejar saber ou estudar mais: https://www.acervoayala.com/category/publicacoes/cocos-alegria-e-devocao/


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* Conceição Trucom
 é química, pesquisadora, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida. Possui 10 livros publicados, entre eles O Poder de Cura do Limão (Editora Alaúde), com meio milhão de cópias vendidas, Mente e Cérebro Poderosos (Pensamento-Cultrix) e Alimentação Desintoxicante (Editora Alaúde).

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citadas a autora e a fonte: www.docelimao.com.br